sábado, 19 de setembro de 2015

Resenha: Rattle That Lock (David Gilmour)




por Rafael Senra


De dez em dez anos, David Gilmour lança um disco solo (só quebrou o padrão nos anos 90, mas na ocasião lançou The Division Bell com o Pink Floyd, cuja sonoridade lembra muito seus trabalhos solos). 

Anteontem, vazou na internet seu novo disco Rattle that Lock. Algumas impressões rápidas depois de ouvir ainda nesses primeiros dias:

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Paul Horn - Inside the Taj Mahal (1969)



Quando os Beatles foram para a Índia, em 1968 - e, lá, compuseram quase todas as canções para seu antológico Álbum Branco - muitos outros músicos e artistas foram com eles. Gente como Donovan, e Paul Horn.

Esse último não é tão conhecido, mas atribui-se a ele o grande feito de ter sido o criador do estilo conhecido como "new age". Outrora um músico de estúdio, que gravou com Nat King Cole, Tony Bennett e Duke Ellington, dentre outros nomes ilustres, começou com sua carreira solo em 1957. 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Resenha (e legenda traduzida) do filme Genesis: Together and Apart

Fonte da imagem: viafanzine.jor.br

Em 2014, a emissora britânica BBC conseguiu a façanha de reunir todos os antigos integrantes do Genesis e entrevistá-los (separadamente, e até juntos, na mesma sala) para realizar o que supostamente seria "o" grande documentário sobre sua longa carreira. O resultado foi Genesis: Together and Apart (ainda não lançado no Brasil).

É um ótimo filme, que prende a atenção do início ao fim. O grande chamariz do documentário são as novas entrevistas com os integrantes (todos vivos e em atividade, exceto Collins, que teve que se aposentar precocemente devido a uma série de problemas de saúde: vértebra quebrada, problemas nos pulsos, de ouvido, pancreatite...).

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Os Discos Perdidos do Genesis


The Geese and the Ghost? Voyage of the Acolyte? Spot the Pigeon? Porque estes discos não constam na discografia official do GENESIS? Leia sobre os “discos perdidos” da banda, registros menos comentados onde se encontra material raro sobre a banda. E não se engane: há coisa de ALTÍSSIMA qualidade aqui.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Yes, nós temos dramas!


e agora em versão atualizada

Em 1978, época em que o vendaval punk enxugava os excessos da indústria musical, uma das maiores bandas de rock progressivo passava por maus momentos. Depois de um aclamado trabalho em 1977, comemorando a volta da sua formação clássica, o Yes tentava adaptar sua sonoridade para os novos tempos, o que resultou no fraco Tormato (1978)

Reza a lenda que Rick Wakeman, indignado com a arte de capa do estúdio Hipgnosis, teria atirado um tomate na imagem, e alguém do departamento visual decidiu incorporar o “acidente” no registro oficial. Fato ou não, tal episódio soa praticamente como uma metáfora do que o disco significou.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Sally Oldfield


Sally Oldfield é uma cantora e compositora, irmã do premiado artista Mike Oldfield. Seu som tem uma mistura de influências que vão do R&B ao progressivo. Além disso, há também elementos de folk e música celta, não só no instrumental, mas nas letras e temáticas que celebram o mundo sob uma ótica pagã. Sua obra afirma o universo feminino, pensando não só propriamente nas mulheres ou nas causas feministas, e sim numa perspectiva de compreensão da natureza a partir do feminino (a Mãe Terra Gaia, os ritos de fertilidade da terra, a natureza como sagrada, etc.)

terça-feira, 26 de maio de 2015

Sidney Miller - Língua de Fogo (1974)


Compartilhando aqui uma super raridade descoberta pelo Luiz Henrique Garcia, do blog Massa Crítica Música Popular: o disco Língua de Fogo (1974), do carioca Sidney Miller. Como bem definiu o Luiz na sua postagem, a sonoridade nos remete imediatamente a trabalhos do Clube da Esquina e Som Imaginário

domingo, 24 de maio de 2015

Bob Dylan fala sobre Elis Regina (video com legendas em português)

Bob Dylan dando uma de radialista, apresenta Elis Regina, a "Pimentinha"! " The Little Pepper was gone forever"
(super dica do parceiro Gustavo Oliveira)



"Caríssimos ouvintes obrigado/Pela atenção a mim tão dispensada/Nossa programação se encerra agora/Mas de teimosa volta amanhã" (Tunai/Milton Nascimento).



sexta-feira, 22 de maio de 2015

Nelson Angelo e Joyce (1972)


Raridade da MPB, o disco Nelson Angelo e Joyce (1972) é uma pepita sonora de altíssimo nível, mas que não teve um reconhecimento de público à altura de sua qualidade.

Apresentamos aqui dois textos sobre o disco: The Man and the Girl From the Avenue, de Rafael Senra, além de uma resenha escrita por Pablo Castro, esta publicada originalmente no blog Massa Crítica Música Popular.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Extra! Extra! Temos um Podcast!


Está no ar o primeiro podcast do blog Antiquário do Som, feito e editado por Rafael Senra.

Rafael comenta os artistas que foram postados no blog até 21 de maio, toca algumas músicas desses artistas, e comenta várias outras questões. A saber:
- O que é o Antiquário do Som?
- Quais os assuntos abordados no blog?
- Como colaborar e fazer parcerias com o blog?
- Resenhas de filmes sobre música: fazer ou não fazer?


Sugestões e contatos são bem-vindos.
Email: antiquariodosom@gmail.com

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Resenha - Montage of Heck (documentário sobre Kurt Cobain)


Quando entrei no colégio interno Dom Bosco em 1993, Smells Like Teen Spirit foi a música que acordou a mim e a todos no dormitório bem no nosso primeiro dia. Dias depois, assisti o clipe de Come as You Are no programa Kliptonita, e virei fã. 

Assim, assistir o documentário Montage of Heck tem um toque bem nostálgico para mim, ainda que praticamente não ouça mais Nirvana. Não só perdi o deleite com bandas simplórias e barulhentas desse estilo, mas me incomoda sobretudo o caráter autodestrutivo do Kurt, e sua mensagem caótica, desordenada, perturbada.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Por motivos internos, acabamos reorganizando e refazendo algumas postagens no blog Antiquário do Som. As postagens anteriores, portanto, são repostagens idênticas das originais. 


A postagem mais recente, sobre a cantora americana Laura Nyro, acabou sendo a primeira do blog. Para acessá-la, clique aqui

Prudence Johnson


Prudence Johnson cresceu em uma família musical em Moose Lake, Minnesota. No início de 1970, Prudence foi co-fundadora (com Tim Sparks) do grupo de jazz Rio Nido. Eles gravaram três álbuns e fizeram muitos shows na área de Minneapolis, Minnesota.

Depois do tempo tocando com Rio Nido, ela gravou três álbuns solo para Red House Records - Vocals, Songs of Greg Brown, e Little Dreamer, este último, de 1984, é uma coleção de canções infantis coletadas de todo o mundo.

Agitation Free


Em 1967, nasce a banda alemã Agitation Free, um dos grandes nomes do krautrock alemão. O estilo dessa banda guarda semelhanças com outros artistas da mesma época, por exemplo, Ash Ra TempelAmon Düül II, Guru Guru, Tangerine Dream, e outras (vale lembrar que integrantes das primeiras formações do AF acabaram formando algumas dessas bandas - Axel Genrich montou o Guru Guru, e Christopher Franke o Tangerine Dream). 

Shelagh McDonald


Shelagh McDonald (nascida em 1948) é uma cantora e compositora folk escocesa, que lançou dois álbuns antes de seu desaparecimento abrupto e misterioso em 1971. Em seus álbuns, ela contou com participações de importantes nomes do folk-rock inglês, como Richard Thompson, Dave Mattacks, Danny Thompson, Keith Tippett, Keith Natal, Fotheringay, assim como Ian Whiteman, Roger Powell e Michael Evans, e Mighty Baby.

Laura Nyro


Laura Nyro nasceu em 18 de Outubro de 1947, no bairro do Bronx, em Nova Iorque, mais precisamente, esquina com Taft High School. Descendente de famílias judia e italiana, se interessou por música desde jovem, ouvindo seu pai, Louis Nigro, tocar trompete em casa, ou com sua banda de jazz.

Sobre o estilo de seu som, podemos perceber várias influências da melhor música americana de todos os tempos. Elementos de soul, jazz, blues, R&B, e folk predominam em sua obra, além de ecos da gravadora Montown e vocalizes baseados no gospel. Sua assinatura sonora é inconfundível, e mesmo bebendo em tantas fontes, ainda assim seu estilo é marcante.

Foi gravada por vários artistas, desde Peter, Paul and Mary, The Fifty Dimension, Three Dog Night, Barbra Streisend, Frank Sinatra, Chet Atkins, Linda Ronstadt, dentre outros. Influenciou cantores/autores como Carole King, Suzanne Vega, Elton John, Rickie Lee Jones, Tori Amos, Kate Bush, Todd Rundgren, Barry Manilow, e até Joni Mitchell.